A Amazon solicitou autorização à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para lançar uma nova constelação com até 5.105 satélites em órbita baixa terrestre que fornecerá que fornecerá serviços de comunicação direta com dispositivos (D2D). Enviado na última sexta-feira (24), o pedido expande a rede Amazon Leo.

Na documentação enviada ao órgão, a gigante varejista detalha que pretende combinar a infraestrutura da rede de internet via satélite com os satélites e a rede terrestre da Globalstaradquirida por ela em abril, negócio que custou US$ 11,57 bilhões, ou R$ 59,19 bilhões pela cotação do dia. A transação deve ser concluída em 2027, após análise das autoridades competentes.

Conectividade móvel para mais pessoas

No pedido, a Amazon Leo afirma que a expansão permitirá levar conectividade a muito mais pessoas, “inclusive em áreas onde a cobertura terrestre não está disponível”. A ideia é fornecer conexão diretamente para smartphones e dispositivos de Internet das Coisas (IoT).

Esses satélites para o serviço D2D da Amazon vão trabalhar em conjunto com a constelação da Globalstar, os já existentes da rede de banda larga Leo e com novas versões em desenvolvimento. Apesar disso, a iniciativa não depende das antenas da rede convencional para o fornecimento da conexão.

Considerado uma das áreas mais promissoras do setor espacial, o mercado de comunicação direta por satélite tem recebido investimentos de várias empresas. Uma delas é a SpaceX, com o serviço Starlink Direct to Cell.

Satélites terão vida útil de até oito anos

No pedido à FCC, a Amazon afirma que possui posições orbitais para mais de 11.000 satélites, porém a constelação da rede adicional não ultrapassará 5.105 unidades. Elas vão operar em altitudes de 510 km, 540 km, 560 km, 570 km e 580 km, usando inclinações de 56 a 84 graus.

Os veículos espaciais terão vida útil de seis a oito anos e serão lançados em órbitas estacionárias a 440 km de altitude, completando o restante do percurso pelo sistema de propulsão a bordo. Ao final da vida útil, os satélites vão reduzir a altitude para 360 km e sair de órbita naturalmente em até dois meses, segundo o documento.

Ainda não há um prazo definido para que a FCC responda sobre a aprovação regulatória.

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